BLOG PSI, feito por psicologas
O BLOG
PSI

Disputa pela liderança psicológica em tempos de COVID-19

Atualizado: Ago 3

O caminho das pedras parece ser confundido com a estrada da confusão.


Você pode não ter notado o significado da sentença, mas ela quer dizer que, embora a sociedade conheça qual direção seguir ao rumo da felicidade e do autoconhecimento, nem sempre este será o caminho pelo qual será escolhido.

Simplificar o processo de dominar o eu, por vezes carece de discernimento psicológico. Además, o ato de compreender a necessidade da ajuda psicoterápica é indispensável no período “covídico” vivido.


Trabalhar os planejamentos do futuro sem que isso pareça impossível tem sido difícil, visto que desde o início da nova pandemia as pessoas em sua grande maioria, tiveram que dar um tempo em suas atividades, sejam elas realizadas a curto ou a longo prazo… as coisas passaram a não ter mais cronograma exato.


As interrogações são inúmeras quanto a realidade pós pandemia, mas você já se questionou hoje sobre: O que eu posso fazer agora por mim, para que minha cabeça não entre em colapso e posteriormente meu corpo não reclame das consequências geradas a partir das minhas inquietações.


Aspecto biológico X Existencial


O corpo biológico talvez seja o principal ponto discutido entre profissionais da saúde e a população desde o conhecimento sobre a disseminação do coranavírus. É a partir dele, que as mais variadas vertentes compreendem o caminho feito pelo vírus, ou as problemáticas indiretamente influenciadas por ele.

Os cientistas buscam através de seus estudos, solucionar e remediar os danos causados por este microrganismo em nível imunológico, o que até então não tem sido tarefa fácil. O vírus sofre constantes mutações genéticas, o que prejudica a sequência das pesquisas referentes a cura.


No viés biológico, a luta é contra o tempo. O vírus se espalha cada vez mais rápido, para os profissionais que estão na linha de frente contra a infecção, este é o pior pesadelo dos últimos tempos.

Para além do cuidado biológico, a questão existencial tem mexido de maneira confusa com a mente das pessoas.


O verbo existir vem do latim existere e significa “ser num dado momento; viver”. A compreensão literal da palavra, ajuda-nos a descobrir o tempo certo de nossa existência.


Veja bem, o aspecto existencial necessita de um período, um agente e um espaço. Questionar-se sobre “onde eu vivo, como eu vivo, e até quando estarei vivo”, é mais que uma simples inquietação. É parte exata de um ser, junto ao seu corpo biológico.



Tendo em vista as demandas psicossociais trazidas por esta fase em que vivemos, é cabível relacionar os dois sub temas aqui elencados: biológico X existencial. Embora as vertentes pareçam totalmente opostas, o ser necessita de uma construção corpórea e fenomenológica sobre aquilo que lhe tem sido imposto.


Existir na forma social da palavra, é a perpetuação do ser biológico, ou seja, ambos caminham de mãos dadas. Somos um conjunto: mente, corpo e existência. O simples fato de ser parte de um meio (no sentido literal da palavra meio, ou ambiente), reflete diretamente nas aquisições tidas ao longo de nossa vida como corpo biológico.


Cabe salientar a seguinte afirmativa: Estamos falando aqui de seres humanos, racionais e existentes. Por isso a junção dos correlacionados se faz necessário, pois assim compreenderemos melhor as modificações físicas e psicossociais deste período.


Neurociência: a interlocução de duas grandes ciências


Desde os tempos darwinianos, a sociedade passou a conhecer não só a teoria da evolução pelo viés biológico, mas também passaram a compreender os processos pelos quais o indivíduo através de suas funções cerebrais reconhece seu papel e delimita suas funções.


Ao analisar o conceito de evolução biológica, temos que este é um ciclo do qual os seres racionais e irracionais necessitam para que possam permanecer em seu habitat; convivendo, interagindo e evoluindo, consequentemente.


Parafraseando o filósofo e médico francês Georges Canguilhem, “O cérebro e o pensamento estão unidos de modo tão estreito e até mesmo confundidos no pensamento – ou no cérebro – dos fisiologistas, dos médicos, dos psicólogos, que remeter ao cérebro toda a responsabilidade por um drama dolorosamente sentido se impõe até mesmo aos poetas”.



Notamos que a parte biológica e a psi estão intimamente conectadas a todo momento. A neurociência traduz claramente a intencionalidade da interlocução entre essas duas vertentes, de tal modo que, embora sejam distintas (segundo sua objetividade), ambas anunciam a importância da evolução do pensamento junto ao corpo físico.


Em tempos de instabilidade existencial, as preocupações parecem cada vez maiores. O objetivo passa a ser então: existir enquanto vida, vivenciar enquanto existência.



LEIA MAIS:


CANGUILHEM, Georges. O cérebro e o pensamento. Nat. hum., São Paulo , v. 8, n. 1, p. 183-210, jun. 2006 . Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-24302006000100006&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 16 jun. 2020.




Acesso exclusivo Comunidade Ciclos

Acesse pelo

celular!

Ciclos Coworking | Salas para Psicólogo | Psicologia Clinica | Psicoterapia | Telefone: 83996750508  | 2020

 Copyright 2020 - Ciclos Coworking. Orgulhosamente criado para Psicólogos. Todos os direitos reservados. 

  • Instagram - Ciclos Coworking
  • Facebook - Ciclos Coworking
  • Whatsapp - Ciclos Coworking

Acessos no Site