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Suporte social como recurso terapêutico

O conceito de suporte social é amplo e abrangente e tem em sua base aspectos comuns e básicos como a existência de interações sociais e o objetivo de promover bem estar. Podem ser descritas como sendo desde uma relação "bipessoal" (como familiar ou confidente) até uma rede social, composta por grupos ou comunidades, (Campos, 2004).


Pensamos então em rede social onde o indivíduo está inserido, é aceito, se relaciona interpessoal, grupal ou comunitariamente proporcionando um sentimento de proteção e apoio que ajuda no controle, diminuição e proteção contra o estresse e, consequentemente, promovendo um bem estar psicológico. Porém não basta estar inserido numa rede; esta rede deve lhe proporcionar relações próximas e acolhedoras.

Campos (2004) cita Cobb (1976) apontando três componentes essenciais ao suporte social:


Emocional: sentimento de ser amado, cuidado e protegido;
Valorativo: sentimento de autoestima e valorização pessoal (consideração e respeito);
Comunicacional: sentimento de pertencer a uma rede de mútuas obrigações: algo que pertença a mais de um, ou seja, todos da rede tem acesso às informações que são compartilhadas.

De acordo com ele, no suporte social preponderam as trocas afetivas, os cuidados mútuos e a comunicação franca e precisa entre as pessoas. Isso possibilita ao indivíduo sentir-se amado, reconhecido e valorizado, acolhido, cuidado e protegido servindo como base e fonte de força para enfrentar o ambiente contribuindo para seu bem estar psicológico.


Dessa forma, não há suporte se não houver encontro e esse suporte deriva da ligação que por sua vez pressupõe sentimento amoroso que por sua vez leva à empatia, à capacidade de se colocar no lugar do outro compreendendo os gestos, sentimentos e palavras.


Todos esses componentes constituem recurso terapêutico para lidar com pessoas adoecidas física, psíquica e existencialmente promovendo coesão e apoio.



Atualmente o apoio social anda abalado restringindo-se aos "encontros" virtuais na maioria das relações, sem a profundidade necessária, acolhimento real, cuidado e proteção. Doenças como depressão, ansiedade e até o suicídio têm como fundo um sentimento de inadequação, baixa autoestima, baixa autoconfiança e a sensação de estar "solto", isto é, não pertencer a nada.


O homem naturalmente cria vínculos com seus semelhantes começando pela rede social básica, a família nuclear. Segue seu desenvolvimento precisando do outro para sentir-se amado, valorizado e cuidado. As inter-relações reais também são recurso de prevenção de adoecimento.




Escrito por: Betânia Andrade- Psicóloga clínica, especialista em Neuropsicologia, especializanda em distúrbios alimentares, cirurgia bariátrica

Referência:

CAMPOS, Eugênio Paes, Suporte social e família in Doença e família, cap. 8, p. 141-143, ed. Casa do Psicólogo, São Paulo, 2004.





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